Confesso, estava a ficar cansada.
O Alexandre não me largava, todos os dias com novas sms, uns dias que me desejava as maiores felicidades, outros dias (neste caso eram mais noites) que me odiava, que eu haveria de pagar por tudo o que lhe tinha feito, que era uma mentirosa, uma vaca, uma puta, que a irmã e a mãe estavam muito mal e que eu era a culpada de tudo. No fundo, eram verdades. Eu estava arrependida. O que sentia pelo Luís não valia aguentar aquilo tudo.
As minhas amigas invejavam-me. Como era possível um homem amar-me tanto como o Luís me amava? Uma mulher que ainda nem estava divorciada e que tinha 3 filhos?
Quis provar a mim própria que tudo não tinha sido um enorme erro e que ele era homem para me fazer feliz. Insisti em nós.
No início de Março a advogada tinha a audiência marcada com o conservador.
Há hora marcada lá estávamos os dois. O conservador ainda tentou aquela treta de reconciliação. Foi rápido. Assim que saí, pedi se já podia tratar do BI com o novo Estado Civil : "DIV". Só daí a 15 dias. Ok, no problem!
Liguei ao Luís. Falamos logo que íamos fazer uma viagem. Eu fazia anos nesse mês.
Ele tratou de tudo. Foi uma semana, não diria fantástica e fabulosa, mas foi boa. Fomos a Roma (3 dias) e Veneza (4 dias). Porque não tenho saudades dessa semana? Vejo-me lá, mas sozinha.
O hotel era fabuloso, como tudo em Veneza é. Sei que vou voltar um dia. Quero experimentar a magia que tem Veneza.
No dia que regressámos a Portugal, fomos ao mercado. Comprámos massas coloridas e umas ervas aromáticas. Convidámos amigos comuns e fizemos o jantar em minha casa.
No fim do jantar tivemos a primeira e última discussão como namorados.
Veneza será assim tão mágica ao ponto de fazer terminar uma relação onde não existia amor?
Hotel Monaco & Grand Canal
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